Farama Mayanne

sábado, 30 de outubro de 2010

Crianças obesas podem ter artérias de pessoas com 50 anos, diz estudo


Crianças e adolescentes obesos podem apresentar vasos sanguíneos tão rígidos quanto os de uma pessoa de 40 ou 50 anos de idade, aumentando significativamente seus riscos de problemas cardiovasculares, segundo pesquisadores da Universidade de British Columbia, no Canadá. Em estudo com 63 jovens obesos de 13 anos de idade e 55 adultos de meia idade com peso normal, os especialistas descobriram que muitas dessas crianças já apresentam velocidade de fluxo sanguíneo anormal, indicando rigidez arterial.

Apresentados nesta semana no Congresso Cardiovascular Canadense, os resultados indicaram que, apesar de os jovens obesos apresentarem níveis lipídicos e de colesterol normais, eles tinham fluxo sanguíneo anormal, indicando uma rigidez arterial parecida com a de adultos com idades entre 40 e 50 anos, além de pressão sanguínea sistólica acima do normal.

“Estamos surpresos em descobrir que essas crianças obesas já apresentam vasos sanguíneos enrijecidos”, destacou o pesquisador Kevin Harris. “A aorta normal tem qualidades elásticas que protegem o fluxo sanguíneo. Quando essa elasticidade é perdida, resulta em rigidez da aorta - um sinal de desenvolvimento de doença cardiovascular. E essa rigidez é associada a eventos cardiovasculares (como infarto e derrame) e morte prematura”.

Fonte: blogboasaude

Estilo de vida saudável pode reduzir em 23% os casos de câncer de cólon

28 de outubro de 2010 (Bibliomed). Fazer as pessoas terem uma alimentação saudável, não fumar, reduzir o consumo de álcool e se exercitar mais poderia evitar quase um quarto dos casos de câncer de cólon diagnosticados todos os anos, segundo estudo do Instituto de Epidemiologia do Câncer da Dinamarca.      Acompanhando, por dez anos, mais de 55 mil pessoas com idades entre 50 e 64 anos, os especialistas descobriram que as mudanças no estilo de vida podem reduzir em até 23% os mais de 1,2 milhões de casos de câncer de cólon detectados por ano.

“Nosso estudo revela a utilidade das mensagens de saúde pública de que mesmo modestas diferenças no estilo de vida podem ter um substancial impacto no risco de câncer colorretal”, escreveu a pesquisadora Anne Tjonneland nesta semana no British Medical Journal, destacando a importância de se seguir as recomendações da Organização Mundial da Saúde e do Fundo Mundial de Pesquisas do Câncer. 

Entre as recomendações para a prevenção do câncer de intestino, os especialistas destacam: não fumar; fazer pelo menos 30 minutos diários de atividade física; no caso das mulheres, não beber mais de sete doses de álcool por semana, e não mais de 14, no caso dos homens; para as mulheres, ter uma circunferência da cintura abaixo dos 88 cm, e menos de 102 cm, no caso dos homens; além de ter uma dieta saudável, rica em frutas, verduras, legumes e cereais integrais, e pobre em gorduras.

No estudo, os pesquisadores calcularam que, se todos os participantes seguissem pelo menos uma dessas cinco “dicas” de prevenção a mais, cerca de 13% dos casos de câncer de cólon seria evitado. E se todos seguissem os cinco, o número de pessoas com tumores no intestino poderia reduzir em 23%.

Os outros casos, segundo os autores, poderiam ser associados, em grande parte, a fatores genéticos. Entretanto, mesmo nesses casos, as mudanças no estilo de vida seriam benéficas. “Os resultados reforçam a importância da continuidade de vigorosos esforços para convencer as pessoas a seguir as recomendações de estilo de vida”, concluíram os especialistas.

Fonte: BMJ. 26 de outubro de 2010.

Especialista explica como evitar os fungos - “vilões das alergias respiratórias”

29 de outubro de 2010 (Bibliomed). Dermatophagoides, Blomia e Aspergillus. Os nomes são estranhos, mas o que causam é bastante comum: alergias respiratórias. As três denominações, desconhecidas para a maioria da população, fazem referência aos principais gêneros de fungos que se propagam em épocas úmidas do ano e em lugares pouco ventilados. Segundo o pneumologista Camilo Faoro, os fungos prejudicam o sistema respiratório, sobretudo devido às alergias - tanto de via aérea superior, causando rinite, quanto da via aérea inferior, com a asma.

O especialista explica que, embora eles possam causar problemas para muitos, nem todas as pessoas são alérgicas aos fungos, e mesmo as portadoras de asma ou rinite alérgica podem não ser afetadas por esses germes. “Algumas tem alergias e outras não. Não se trata de ser imune aos fungos ou outros microbiotas. Todos têm um sistema de defesa do organismo, contudo, os problemas respiratórios são causados pela alergia a esses germes”, destaca o médico.

De acordo com o pneumologista, a propagação de fungos ocorre em fases do ano com muita umidade, sobretudo no outono e inverno, em que há umidade associada a pouca ventilação dentro de ambientes, e menor luminosidade. Entretanto, apesar de os fungos estarem por todos os lados, é possível evitar ou diminuir sua presença dentro de casa. “É necessário muito cuidado com a higiene da casa e dos alimentos”, afirma o especialista.

Para manter o ambiente longe da ação dos fungos, Camilo Faoro recomenda limpar a casa sempre, tomando o cuidado de lavar e secar bem as áreas de possível infiltração, e sem deixar acúmulo de água em pisos e móveis, para evitar a formação de mofo. Além disso, as pessoas devem abrir as janelas para permitir a presença de sol e arejar o ambiente. Outra dica importante é em relação aos alimentos, que devem ser bem guardados e refrigerados, não ficando por muito tempo ao ar livre - principalmente com o tempo quente e úmido -, e sem ficar guardados por longo tempo após abertos.

Fonte: Lide Multimídia. Press release. 28 de outubro de 2010.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Anvisa publica no D.O. regras para controlar venda de antibióticos

Agência Brasil


A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quinta-feira (28) no Diário Oficial da União as novas regras para controlar a venda de antibióticos. Essas substâncias, a partir de agora, só poderão ser vendidas em farmácias e drogarias do País mediante a apresentação da receita de controle especial em duas vias pelo consumidor.

A primeira via ficará retida na farmácia e a segunda deverá ser devolvida ao paciente carimbada para comprovar o atendimento. Quem prescrever as receitas deve atentar para a necessidade de entregar de forma legível e sem rasuras duas vias do receituário aos pacientes.

As embalagens e bulas também terão que mudar e incluir a frase “Venda sob prescrição médica – só pode ser vendido com retenção da receita”. As empresas terão 180 dias para se adequar às novas normas de rotulagem.

A resolução definiu também novo prazo de validade para as receitas, que passa a ser de dez dias, em função dos mecanismos de ação dos antimicrobianos. Todas as prescrições deverão ser escrituradas, ou seja, ter suas movimentações registradas no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados. O prazo para que as farmácias iniciem esse registro e concluam a adesão ao sistema é de 180 dias.

As medidas valem para mais de 90 substâncias antimicrobianas, que abrangem todos os antibióticos com registro no país, com exceção dos que têm uso exclusivo no ambiente hospitalar. O objetivo da Anvisa é ampliar o controle sobre essas substâncias, principalmente após o aumento do número de contaminaçães pela superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC).

terça-feira, 26 de outubro de 2010

[26/10/2010 - 12:56] Determina o uso de álcool gel nos hospitais do país


O Diário Oficial da União publica hoje (26) a resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que torna obrigatório o uso de álcool (líquido ou gel) para higienização das mãos nas unidades de saúde de todo o país. A medida é considerada pelo órgão a mais importante e de menor custo para a prevenção e o controle das infecções em ambientes hospitalares, principalmente pela superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC).

O produto também deverá ser colocado em salas onde haja atendimento de pacientes. O uso do álcool gel (70%) será obrigatório nos estabelecimentos públicos e particulares, que terão 60 dias, a partir de hoje, para o cumprimento. O uso do produto, porém, não dispensa a lavagem das mãos.

A norma é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), com intuito de prevenir e controlar infecções em pacientes e profissionais que atuam em hospitais. A higienização com álcool será obrigatória também nas salas de triagem, de pronto-atendimento, nas unidades de urgência e emergência, em ambulatórios, nas unidades de internação, de terapia intensiva, em clínicas e consultórios. Vai valer também para os serviços de atendimento móvel e nos locais onde forem realizados quaisquer procedimentos invasivos.

Fonte: COAD

[26/10/2010 - 11:56] Higienização das mãos: serviços de saúde terão que cumprir regras

 

Publicada no Diário Oficial da União desta terça (26/10) a Resolução 42, baixada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), aprovando a obrigatoriedade de disponibilização de preparação alcoólica para fricção antisséptica das mãos, pelos serviços de saúde do país, nos termos do texto.

O objetivo é o de instituir e promover a higienização das mãos nos serviços de saúde do país, por meio de preparação alcoólica para fricção antisséptica das mãos, de acordo com as diretrizes da Organização Mundial de Saúde previstas na Aliança Mundial para a Segurança do Paciente, com o intuito de prevenir e controlar as infecções relacionadas à assistência à saúde, visando à segurança do paciente e dos profissionais de saúde.

É obrigatória a disponibilização de preparação alcoólica para fricção antisséptica das mãos: a) nos pontos de assistência e tratamento de todos os serviços de saúde do país; b) nas salas de triagem, de pronto atendimento, unidades de urgência e emergência, ambulatórios, unidades de internação, unidades de terapia intensiva, clínicas e consultórios de serviços de saúde; c) nos serviços de atendimento móvel; e d) nos locais em que são realizados quaisquer procedimentos invasivos.

Os estabelecimentos abrangidos terão o prazo de 60 (sessenta) dias, contados a partir da data de sua publicação, para promover as adequações necessárias ao Regulamento Técnico. O descumprimento constitui infração de natureza sanitária, nos termos da Lei nº. 6.437/77, sem prejuízo das responsabilidades civil, administrativa e penal cabíveis.

Fonte: COAD

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Incontinência Urinária

segunda-feira, 18 de outubro de 2010 - Julio Cesar

Se você não for capaz de segurar a urina até chegar a um banheiro, então você tem o que é chamada incontinência urinária de esforço (também chamado de perda de controle da bexiga).

O controle da bexiga, porém, significa que você urina somente quando quiser. A incontinência pode ser temporária, muitas vezes, e sempre causada por uma doença subjacente.

Mais de 13 milhões de americanas sofrem de perda de controle da bexiga. No entanto, as mulheres sofrem de incontinência duas vezes mais que os homens. Tanto as mulheres como os homens podem ter problemas com o controle da bexiga devido a uma lesão neurológica (sistema nervoso), defeitos de nascimento, esclerose, AVC múltipla (EM, por sua sigla em Inglês), e problemas físicos associados com a velhice.

As mulheres mais velhas têm mais problemas do que as mulheres jovens do controle. No entanto, a perda do controle da bexiga não é algo que acontece quando você amadurece.

Esta condição pode ser tratada e curada, muitas vezes, independentemente da sua idade. Não deixe que o embaraço impeça-o de incontinência, conversando com seu médico sobre sua condição. Descubra se você tem uma condição que requer tratamento.

O controle da bexiga é mais do que simplesmente dizer a si mesmo de esperar até chegar ao banheiro para urinar. Não é tão simples. É necessário que muitos órgãos, músculos e nervos de seu corpo funcionem juntos.

A maior parte do sistema de controle da bexiga está dentro de sua bacia, a área do abdômen localizada entre as ancas e abaixo do umbigo. Sua bexiga é um músculo em forma de balão. Quando a bexiga armazena urina, relaxa o músculo da bexiga.Quando você urina, o músculo contrai para expelir a urina.
Existem mais músculos que ajudam a controlar a bexiga. Dois músculos do esfíncter cercam o tubo que transporta a urina da bexiga para uma abertura na frente de sua vagina. Este tubo chamado de uretra.

A urina sai do seu corpo através deste tubo. Os músculos do esfíncter mantêm a uretra fechada espremendo como elásticos.

Músculos do assoalho pélvico sustentam o útero, do reto e da bexiga. Eles também ajudam a manter a uretra fechada.

Quando a bexiga está cheia, os nervos da bexiga enviam sinais ao cérebro. É então que você tem vontade de urinar. Quando chegar ao banheiro, seu cérebro envia uma mensagem para os músculos do esfíncter e os músculos relaxam. O cérebro também informa os músculos da bexiga de contrato para expelir a urina da bexiga.

Existem diferentes tipos de incontinência. Entre elas estão:

Incontinência – Vazamento de pequenas quantidades de urina durante o movimento físico (tosse, espirro, exercício). A incontinência de esforço é o tipo mais comum de incontinência entre as mulheres. Pode ser tratada.

Incontinência – Losing grandes quantidades de urina em momentos inesperados, como o sono, após beber uma pequena quantidade de água
Incontinência funcional – Não ser capaz de chegar ao banheiro a tempo, devido à incapacidade física, obstáculos ou problemas mentais ou de comunicação que impedem que uma pessoa vá ao banheiro. Por exemplo, uma pessoa com doença de Alzheimer é incapaz de pensar bem o suficiente para planejar uma visita ao banheiro na hora de urinar, ou uma pessoa numa cadeira de rodas pode ser bloqueado e não chegar ao banheiro a tempo.

Estouro de incontinência – Vazamento de pequenas quantidades de urina porque a bexiga está sempre cheia. Nesta condição, a bexiga não esvazia completamente. A incontinência por regurgitação é rara em mulheres.

Incontinência mista – Uma combinação dos tipos de incontinência urinária.

Incontinência transitória – vazamento de urina temporariamente devido a uma doença ou infecção que desaparece assim que o estado ou a infecção é tratada. Ela pode ser causada por medicamentos, infecções do trato urinário, disfunção mental, mobilidade restrita e incapactação de fezes (obstipação grave).

Durante a gravidez, excesso de peso e da pressão do bebê podem enfraquecer os músculos do assoalho pélvico, que afeta sua capacidade de controlar sua bexiga. Às vezes, a posição de sua bexiga e da uretra pode mudar devido a posição do bebê, que pode causar problemas.Vaginal de entrega e uma episiotomia (corte no músculo que faz sair o bebê) pode enfraquecer os músculos que controlam a bexiga. Além disso, a gravidez e o parto podem causar danos aos nervos que controlam a bexiga.

Após o parto, o problema da incontinência urinária geralmente desaparece por si. Mas se você ainda estiver tendo problemas seis meses após o parto, converse com seu médico. Os problemas do controle da bexiga nem sempre ocorre imediatamente após o parto. Algumas mulheres têm problemas de incontinência, até os 40 anos de idade.
A menopausa (quando os seus períodos param completamente) pode causar
problemas do controle da bexiga para algumas mulheres.

Durante a menopausa, a quantidade do hormônio feminino estrogênio em seu corpo começa a diminuir. Falta de estrogênio provoca os seus músculos para controlar a bexiga a se enfraquecer. O estrogênio controla o seu corpo amadurece, seus períodos menstruais, e as modificações corporais durante a gravidez e amamentação. O estrogênio também ajuda a manter um revestimento saudável espessura da bexiga e da uretra.

Converse com seu médico sobre a possibilidade de tomar estrogênio para evitar mais problemas do controle da bexiga. Informe se houver um histórico de câncer em sua família. Se você tem um risco elevado de câncer de mama ou câncer de útero, o médico não pode prescrever estrogênio.

Se você tem um problema de incontinência urinária, o primeiro passo é consultar um urologista, médico especializado no trato urinário. Alguns urologistas especializados exclusivamente no trato urinário das mulheres. Ginecologistas e obstetras especializados no trato reprodutivo e o parto.